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quinta-feira, 27 de junho de 2013


Quer sentir um pouquinho do gosto da África?
Quer saber por que eu gosto da África?
Os alunos dos sétimos anos (2013) já sabem a resposta!!!!
E você também pode saber lendo "As pérolas de Cadija" 
e outros lindos contos deste livro de Joel Rufino.


                                                                 




A partir da narração de "As pérolas de Cadija" 
os alunos dos sétimos anos criaram ilustrações para o
o Quibumgo e/ou para o Arranca-Corações.
Leia o conto e veja as propostas dos alunos.

As pérolas de Cadija   
      

      (ilustração Bianca Guedes - 7AF)

    Era uma vez uma menina chamada Cadija. Sua mãe havia morrido e agora ela tinha de carregar seu irmãozinho nas costas.      Passado um ano, seu pai resolveu casar de novo e então Cadija ganhou uma madrasta.
    Cadija pensou que fosse ser feliz com ela. Mas sabe-se lá por que a madrasta não gostou dela. Já tinha uma filha de primeiro casamento e talvez pensasse:
    “Quando meu marido morrer, essa Cadija vai ficar com tudo.   E minha filha verdadeira com nada”.
    Daí, toca a perseguir a enteada. Dava trabalhos impossíveis para a coitada. Acordava-a no meio da noite:
    -- Anda pegar água. Anda varrer o pátio. Anda cozinhar inhame.
   Certa manhã seu ódio pela enteada chegou ao máximo. Tirou Cadija da cama aos berros:
   -- Vá lavar esta colher! E só serve com água do mar. Não volte aqui com ela suja.
   Era um jeito de matar Cadija, pois até Dakar onde ficava o mar, eram cinco dias e cinco noites de horrorosos caminhos.
   -- Quem vai cuidar de meu irmãozinho? -- perguntou a menina.
   -- Carrega contigo – respondeu a mulher com um sorriso mau. -- Ou pensa que aqui você tem criada? Tem cada uma!
   Cadija partiu. Atravessou rios e matas. Só faltava atravessar uma savana para chegar d Dakar. A comida acabara e as duas barrigas, a dela e do irmãozinho, começavam a roncar.
   -- As-Salam! (A paz esteja sobre você) – cumprimentou um cameleiro.
   -- As-Salam! -- respondeu ela.
   -- Está pensando em atravessar a savana sozinha? -- perguntou o homem.
   -- Estou.
   -- Não faça isso. Sabe quem mora aí? O quibungo.
   -- Quem é? -- perguntou Cadija.
   -- Um monstro com um buraco na parte de trás do pescoço. Te engole. Depois não diz que não te avisei.
   -- E se eu não encontrar com ele? Sempre fui uma menina de sorte...
   -- Ah! -- falou o cameleiro, atirando o manto para as costas. Se não encontrar o Quibungo vai encontrar um monstro pior, o Abutre Mortal, também chamado Arranca-Corações. Ou um ou outro.
   Desanimada, Cadija sentou numa pedra. De repente sentiu uma brisa no rosto e nas mãos. E ouviu uma voz:
   -- Eu te ajudo. Deixe seu irmãozinho esperando aqui. No lugar dele ponha esta pedra. Se você encontrar o Quibungo, já sabe o que fazer.
   Era um iska, djin que morava no vento.
   -- E se ao invés do Quibungo eu encontrar o Abutre-Mortal?
   -- Aí não posso fazer nada – respondeu a iska. -- Ou um ou outro.
   Com o pedregulho nas costas, Cadija entrou na savana. No segundo dia de viajem apareceu um guerreiro lindo. Tinha arco e flecha e falou com toda gentileza:
   -- Aonde vais, flor do meu encanto?
   -- A Dakar, lavar esta colher, que minha madrasta me mandou.
   O guerreiro se abaixou para fazer gracinha. No seu pescoço apareceu o buraco escuro que não tinha fim.    Cadija rapidamente levou as mãos às costas e virou o pedregulho lá dentro.
   O Quibungo mastigou e morreu.
   Em Dakar, um mendigo que estava na porta da mesquita pediu:
   -- Me ajude, pelas barbas do profeta... -- Só tenho essa colher.
   -- Eu sei – disse o mendigo. -- Espere anoitecer. Só lave a colher quando aparecer a lua. Você vai ver.
   Cadija assim fez. Foi meter a colher na água e ela voltar cheia de Pérolas. E assim muitas vezes, até encher a canga. Estava rica.
   Ao passar de volta pela savana, ouviu um ronco vindo de uma caverna. Deveria ser o Abutre Mortal, o Arranca-Corações.
   Pegou o irmãozinho e foi para casa. Tinha se passado oito dias e a madrasta, feliz, achava que ela não voltaria.
   Abrindo o saco de Pérolas, Cadija fez a divisão. A madrasta queria mais. Puxou a menina para o quarto:
   -- Onde foi que arrumou essa riqueza? Temos bruxa aqui em casa e não sabia!
   -- Foi no mar – respondeu. Meti a colher e foi só.
   A mulher fingiu agradecer. E falou para sua filha verdadeira:
   -- Se essa boboca ficou rica, também ficarei. Posso carregar mais Pérolas que vinte Candijas juntas.
   Pegou o camelo e partiu. Ordenou aos criados que preparassem uma festa para quando voltasse. Mandou os cozinheiros fazerem cuscuz, seu prato preferido. Na manhã do décimo dia, porém, ela não voltou. De tarde, também não. Quando foi de noitinha e os convidados já iam embora, a filha verdadeira decidiu:
   -- Minha mãe já deve estar chegando. Vamos comer ou o cuscuz estraga.
   Quando ela abriu o panelão, ficou branca de susto. Dentro do cuscuz havia um coração. Ainda estava batendo e ela desmaiou, pois sabia de quem era.
   Quando a Cadija, pegou seu irmãozinho e foi morar bem longe dali.
 Esta é a história de Cadija, uma menina negra e muçulmana do Senegal. Uma história semelhante a outras, de outros povos, em que há fadas e madrinhas más. Só que, aqui, a fada existe na forma de um anjo da guarda, o djin, e os perigos que a menina enfrenta suscitam os mistérios das culturas milenares que sobreviveram apesar da colonização.       


 Agora as ilustrações dos alunos para 
Quibungo e/ou Arranca-Corações.



7º ANOS MANHÃ

"Quibungos"


























Abutres






















7AD




7AE


 

7AF




7AG




Conheça outras obras do autor
JOEL RUFINO DOS SANTOS






terça-feira, 3 de julho de 2012

Veja a seguir os trabalhos produzidos pelas sétimas séries (2012) para a seguinte proposta: 

Imagine que você foi convidado para ilustrar o conto "O coração denunciador" de Edgar Allan Poe - o mestre do suspense! - e faça sua proposta. 

Este conto faz parte do livro Histórias Extraordinárias. 
Procure-o em nossas estantes.

 






Leia agora o conto e veja o trabalho de nossos ilustradores.




O CORAÇÃO DENUNCIADOR
Edgar Allan Poe

É verdade. Tenho sido e sou nervoso, muito nervoso, terrivelmente nervoso. Mas, por que ireis dizer que sou louco? A enfermidade me aguçou os sentidos, não os destruiu, não os entorpeceu. Era penetrante, acima de tudo, o sentido da audição. Eu ouvia todas as coisas, no céu e na terra. Muitas coisas do inferno eu ouvia. Como, então, sou louco? Prestai atenção. E observai quão lucidamente, quão calmamente vos posso contar toda a história.

É impossível dizer como a ideia me penetrou primeiro no cérebro; uma vez concebida, porém, ela me perseguiu dia e noite. Não havia motivo. Não havia cólera. Eu gostava do velho. Ele nunca me fizera mal. Nunca me insultara. Eu não desejava seu ouro. Penso que era o olhar dele. Sim, era isso. Um de seus olhos se parecia com o de um abutre.... um olho de cor azul pálida, que sofria de catarata. Meu sangue se enregelava, sempre que ele caía sobre mim; e assim, a pouco e pouco, bem lentamente, fui-me decidindo a tirar a vida do velho e desse modo libertar-me daquele olho para sempre.

Ora, aí é que está o problema. Imaginais que sou louco. Os loucos nada sabem. Deveríeis, porém, ter-me visto. Deveríeis ter visto como precedi cautamente, com que prudência, com que previsão, com que dissimulação, lancei mãos à obra.







Eu nunca fora mais bondoso para com o velho que durante a semana inteira, antes de matá-lo. E todas as noites, por volta da meia-noite, eu girava o trinco da porta de seu quarto e abria... oh! bem devagarinho. E depois, quando a abertura era suficiente para conter minha cabeça, eu introduzia uma lanterna com tampa, toda velada, bem velada, de modo que nenhuma luz se projetasse para fora, e, em seguida, enfiava a cabeça. Oh! teríeis rido ao ver como a enfiava habilmente. Movia-a lentamente, muito, muito lentamente, a fim de não perturbar o sono do velho. Levava uma hora para colocar a cabeça inteira além da abertura, até poder vê-lo deitado na cama. Ah! um louco seria precavido assim? E depois, quando minha cabeça estava bem dentro do quarto, eu abria a tampa da lanterna cautelosamente... oh! bem cautelosamente!... cautelosamente... porque a dobradiça rangia... abria-a só até permitir que apenas um débil raio de luz caísse sobre o olho de abutre. E isto eu fiz durante sete longas noites... sempre precisamente à meia-noite... e sempre encontrei o olho fechado. Assim, era impossível fazer a minha tarefa, porque não era o velho que me perturbava, mas o seu olho diabólico. E todas as manhãs, quando o dia raiava, eu penetrava atrevidamente no quarto e falava-lhe sem temor, chamando-o pelo nome com ternura e perguntando como havia passado a noite. Por aí vedes que ele precisaria ser um velho muito perspicaz, para suspeitar que todas as noites, justamente à meia-noite, eu o espreitava, enquanto dormia. 

 











Na oitava noite, fui mais cauteloso que de hábito, ao abrir a porta. O ponteiro dos minutos de um relógio mover-se-ia mais rapidamente que meus dedos. Jamais, antes daquela noite, sentira eu tanto a extensão de meus próprios poderes, de minha sagacidade. Mal conseguia conter meus sentimentos de triunfo. Pensar que ali estava eu, a abrir a porta, pouco a pouco, e que ele nem sequer sonhava com os meus atos ou pensamentos secretos... Ri com gosto, entre os dentes, a essa ideia... e talvez ele me tivesse ouvido, porque se moveu de súbito na cama, como se assustado. Pensai talvez que recuei? Não! O quarto dele estava escuro como piche, espesso de sombra, pois os postigos se achavam hermeticamente fechados, por medo aos ladrões. E eu sabia, assim, que ele não podia ver a abertura da porta. Continuei a avançar. Cada vez mais. Cada vez mais. 

Já estava com a cabeça dentro do quarto a ponto de abrir a lanterna, quando meu polegar deslizou sobre o fecho de lata e o velho saltou da cama, gritando: "Quem está aí?"

Fiquei completamente silencioso e nada disse. Durante uma hora inteira, não movi um músculo. E, por todo esse tempo, não o ouvi deitar-se de novo. Ele ainda estava sentado na cama à escuta. Justamente como eu fizera, noite após noite, ouvindo a ronda da morte próxima.

 










Depois, ouvi um leve gemido e notei que era o gemido do terror mortal. Não era um gemido de dor ou de pesar, oh, não. Era o som grave e sufocado que se ergue do fundo da alma, quando sobrecarregada de medo. Bem conhecia esse som. Muitas noites, ao soar a meia-noite, quando o mundo inteiro dormia, ele irrompia do meu próprio peito, aguçando com seu eco espantoso, os terrores que me aturdiam. Disse que bem o conhecia. Conheci também o que o velho sentia e tive pena dele, embora abafasse um riso no coração. Eu sabia que ele ficara acordado desde o primeiro leve rumor, quando se voltara para a cama. Daí por diante, seus temores foram crescendo. Tentara imaginá-los sem motivo, mas não fora possível. Dissera a si mesmo: "é só o vento na chaminé", ou "é só um rato andando pelo chão", ouvi apenas um grito que trilou um instante só. Sim, ele estivera tentando animar-se com essas suposições, mas tudo fora em vão. Tudo em vão, porque a morte, ao aproximar-se dele, projetara sua sombra negra para a frente, envolvendo nela a vítima. E era a influência tétrica dessa sombra não percebida que o levava a sentir - embora não visse nem ouvisse - a sentir a presença de minha cabeça, dentro do quarto.
Depois de esperar longo tempo, com muita paciência, sem ouvi-lo deitar-se, resolvi abrir um pouco, muito, muito pouco a tampa da lanterna. Abri-a, podeis imaginar quão furtivamente, até que, por fim, um raio de luz apenas, tênue como o fio de uma teia de aranha, passou pela fenda e caiu sobre o olho de abutre.

Ele estava aberto. Todo, plenamente aberto. E, ao contemplá-lo, minha fúria cresceu. Vi-o com perfeita clareza. Todo de azul desbotado, com uma horrível película a cobri-lo, o que me enregelava até a medula dos ossos. Mas não podia ver nada mais da face, ou do corpo do velho, pois dirigira a luz, como por instinto, sobre o maldito lugar.

 











Ora, não vos disse que apenas é super-acuidade dos sentidos, aquilo que erradamente julgais loucura? Repito, pois, que chegou a meus ouvidos, um som baixo, monótono, rápido como o de um relógio, quando abafado em algodão. Igualmente eu bem sabia que som era aquele. Era o bater do coração do velho. Ele me aumentava a fúria, como o bater de um tambor estimula a coragem do soldado. 

Ainda aí, porém, refreei-me e fiquei quieto. Tentei manter tão fixamente quanto pude a réstea de luz sobre o olho do velho. Entretanto, o infernal tan-tan do coração aumentava. A cada instante ficava mais alto, mais rápido, mais alto, mais rápido. O terror do velho deve ter sido extremo. Cada vez mais alto, repito, a cada momento. Prestai-me bem atenção? Disse-vos que sou nervoso: sou-o. E então, àquela hora morta da noite, tão estranho ruído excitou em mim um terror incontrolável. Contudo, por alguns minutos mais, dominei-me e fiquei quieto. Mas o bater era cada vez mais alto. Julguei que o coração ia rebentar. E, depois, nova angústia me aferrou: o rumor poderia ser ouvido por um vizinho. A hora do velho tinha chegado. Com um alto berro, escancarei a lanterna e pulei para dentro do quarto. Ele guinchou mais uma vez... uma vez só. Num instante, arrastei-o para o soalho e virei a pesada cama sobre ele. Então sorri alegremente, por ver a façanha realizada. Mas, durante muitos minutos, o coração continuou a bater, com som cavo e surdo. Isto, porém, não me vexava. Não seria ouvido através da parede. Afinal, cessou. O velho estava morto. Removi a cama e examinei o cadáver. Sim, era uma pedra, uma pedra morta. Coloquei minha mão sobre o coração e ali a mantive durante muitos minutos. Não havia pulsação. Estava petrificado. Seu olho não mais me perturbaria.

 









Se ainda pensais que sou louco, não mais o pensareis, quando eu descrever as sabias precauções que tomei, para ocultar o cadáver. A noite avançava e eu trabalhava apressadamente, porém, em silêncio. Em primeiro lugar, esquartejei o corpo. Cortei-lhe a cabeça, os braços e as pernas.
Arranquei depois três pranchas do soalho do quarto e coloquei tudo entre os vãos. Depois recoloquei as tabuas, com tamanha habilidade e perfeição, que nenhum olhar humano, nem mesmo o dele, poderia distinguir qualquer coisa suspeita. Nada havia a lavar, nem mancha de espécie alguma, nem marca de sangue. Fora demasiado prudente no evitá-las. Uma tina tinha recolhido tudo... ah! ah! ah!

Terminadas todas estas tarefas, eram já quatro horas. Mas ainda estava escuro, como se fosse meia-noite. Quando o sino soou a hora, bateram à porta da rua. Desci a abri-la, de coração ligeiro... pois que tinha eu agora a temer? Entraram três homens, que se apresentaram, com perfeita mansidão, como soldados da polícia. Fora ouvido um grito por um vizinho, durante a noite. Despertara-se a suspeita de um crime. Tinha-se formulado uma denúncia à polícia e eles, soldados, tinham sido mandados para investigar.

 










Sorri... pois que tinha eu a temer? Dei as boas vindas aos cavalheiros. O grito, disse eu, fora meu mesmo, em sonhos. O velho, relatei, estava ausente, no interior. Levei meus visitantes a percorrer toda a casa. Pedi-lhes que dessem uma busca... completa. Conduzi-os, afinal, ao quarto dele. Mostrei-lhes suas riquezas, em segurança, intactas. No entusiasmo de minha confiança, trouxe cadeiras para o quarto e mostrei desejos de que eles ficassem ali, para descansar de suas fadigas, enquanto eu mesmo, na desenfreada audácia de meu perfeito triunfo, colocava minha própria cadeira, precisamente sobre o lugar onde repousava o cadáver da vítima.

Os soldados ficaram satisfeitos. Minhas maneiras os haviam convencido. Sentia-me singularmente à vontade. Sentaram-se e, enquanto eu respondia cordialmente, conversaram coisas familiares. Mas, dentro em pouco, senti que ia empalidecendo e desejei que eles se retirassem. Minha cabeça doía e parecia-me ouvir zumbidos nos ouvidos. Eles, porém, continuavam sentados e continuavam a conversar. O zumbido tornou-se mais distinto. Continuou e tornou-se ainda mais distinto. Eu falava com mais desenfreio, para dominar a situação. Ela, porém, continuava e aumentava sua perceptibilidade, até que, afinal, descobri que o barulho não era dentro de meus ouvidos.

É claro que, então, a minha palidez aumentou sobremaneira. Mas eu falava ainda mais fluentemente e em tom de voz muito elevado. Não obstante, o som se avolumava... E que podia eu fazer? Era um som grave, monótono, rápido... muito semelhante ao de um relógio envolto em algodão. Respirava com dificuldade... E, no entanto, os soldados não o ouviam. Falei mais depressa ainda, com mais veemência. Mas o som aumentava constantemente. Levantei-me e fiz perguntas a respeito de ninharias, em tom bastante elevado e com violenta gesticulação, mas o som constantemente aumentava. Oh! Deus! Que poderia eu fazer? Espumei. Enraiveci-me... Praguejei. Fiz girar a cadeira, sobre a qual estivera sentado, e arrastei-a sobre as tabuas, mas o barulho se elevava acima de tudo e continuamente aumentava. Tornou-se mais alto... mais alto... mais alto. E os homens continuavam ainda a passear, satisfeitos, e sorriam. Seria possível que eles não ouvissem? Deus Todo Poderoso!... não, não! Eles suspeitavam!... Eles sabiam!... Estavam zombando do meu horror!...

Isto pensava eu e ainda penso.

Outra coisa qualquer porém, era melhor que essa agonia. Qualquer coisa era mais tolerável que essa irrisão. Sentia que devia gritar ou morrer!... E agora... de novo!... escutai... mais alto! mais alto! mais alto! mais alto!...

- Vilões - trovejei - não finjam mais. Confesso o crime. Arranquem as pranchas!... aqui, aqui!... ouçam o batido do seu horrendo coração.














FONTE: http://wagnerstematutinoescolaarapua.blogspot.com.br/2010/04/contos-o-coracao-denunciador.html; acesso em 02/04/2012 às 9h33min