RECONTO DE
NARRATIVAS POPULARES POR MEIO DE CORDEL
Na nossa biblioteca
há muitos causos pra
ler
e um jeito de contar
é um cordel
escrever.
Então leia estas
histórias
pra você também
saber.
FONTE: CONTOS FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
RECONTO: 6ª SÉRIES/2012
|
A NOIVA NA FONTE – 6ªG
Eram três moças na casa
procurando
casamento.
A procura de um par
que ficou no
pensamento.
Como vai ser amanhã?
Emoção ou um
tormento?
1
|
Uma mulher bem
bonita
foi buscar água na
fonte
pensava no casamento
e foi no dia de
ontem.
É que faltavam dois
dias:
desmaiou perto da
ponte.
2
|
A filha demorou
muito;
a mãe foi logo atrás
dela
encontrou ela
perdida
como tampa sem
panela.
A mãe foi logo
falando:
- Cadê minha filha
bela?
3
|
A filha disse pra
mãe:
- Minha mãe, eu vou
casar
e um nome pro meu
filho
eu preciso arranjar.
Então se sentou na
ponte
pra poder imaginar.
4
|
O marido esperou,
nada de a mulher
voltar
resolveu ir atrás
dela
achou olhando pro
ar:
- Nossa filha vai
casar
com o noivo no
altar.
5
|
O noivo foi até a
noiva
pra com ela
conversar
encontrou ela na
fonte
olhando o tempo
passar.
Era o nome de seu
filho
que ela estava a
imaginar.
6
|
Dizendo que eles são
doidos
foi que o noivo
explodiu.
Disse que não vai
casar;
foi que ela quase
riu...
É noiva que não é
noiva
porque o noivo já
fugiu!
7
|
RECONTO DE NARRATIVAS POPULARES POR MEIO DE CORDEL
Na nossa biblioteca
há muitos causos pra ler
e um jeito de contar
é um cordel escrever.
Então leia estas histórias
pra você também saber.
FONTE: CONTOS FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
RECONTO: 6ª SÉRIES/2012
|
O CAÇADOR E A ONÇA – 6ªH
Ele disse: estou com a
criação toda arrasada.
Alguém, por favor, me ajude
Qu’eu não pude fazer nada.
Vão correndo pra pegar,
tragam a onça safada.
1
|
O homem ofereceu
um pacotão de dinheiro
para alguém que bem matasse
a onça pro fazendeiro.
E pegou muito dinheiro
para dar ao coveiro.
2
|
Um rapaz de uma fazenda
pertinho se ofereceu
para então matar a onça
que já os animais comeu.
Pra fazer este serviço
um dinheiro recebeu.
3
|
Todos os dias a onça
sua sede ia matar
e um caçador pensou
em sua rede jogar.
Para matá-la! Porém...
ficou com medo de errar.
4
|
A onça viu o estranho
e logo desconfiou
saiu correndo com medo
e no mato se enfiou
e aquela onça danada
nenhum bicho ela afanou.
5
|
O homem correu bastante
até quando percebeu
umas unhas a agarrar
em meio ao choro entendeu
que não tinha escapatória
disse então: “Que morra eu!”
6
|
E uma rápida espiada
ele resolveu de dar
porque a onça demorasse
para então o devorar.
Viu-se num galho enroscado
Que vergonha ia passar!
7
|
RECONTO DE NARRATIVAS POPULARES POR MEIO DE CORDEL
Na nossa biblioteca
há muitos causos pra ler
e um jeito de contar
é um cordel escrever.
Então leia estas histórias
pra você também saber.
FONTE: CONTOS FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
RECONTO: 6ª SÉRIES/2012
|
A MENTIROSA – 6ªE
Um homem trabalhador,
uma mulher dedicada,
esperando seu marido
em um estrado
sentada.
Enquanto ele
trabalhava
ela não fazia nada.
1
|
Uma mulher muito
gorda
parecia anjo do céu.
Mas o homem
interrogava
sua resposta era
cruel.
O marido sem comida;
pra ele nada de mel.
2
|
Ele disse “Vou
viajar!”
Despediu-se da
mulher.
Preparou a sua mala,
foi pra um lugar
qualquer
e escondido lá no
forno
viu ela com uma
colher.
3
|
Uma mulher
metidinha,
era muito da
espertinha,
breve chamou a
empregada:
- Venha logo, ô
Chiquinha!
Um cuscuz faça pra
mim;
para eu comer
sozinha!
4
|
Pediu faça-me
beijus,
a dona muito gulosa;
não ficando
satisfeita...
- Vá empregada pra
roça:
e me traga os
aipins...
então ela encheu a
pança.
5
|
Chega em casa o
marido,
vê a chuva
engrossar.
Mas a chuva já
passou...
e a mulher pra
disfarçar:
- Que marido mais
sequinho!
Se colocou a falar.
6
|
A mulher
comeu-comeu.
Marido comendo viu:
toda a pança ela
encheu
e ele logo
descobriu.
E a partir deste
momento
Nunca mais ela
mentiu!
7
|
RECONTO DE NARRATIVAS POPULARES POR
MEIO DE CORDEL
Na nossa biblioteca
há muitos causos pra ler
e um jeito de contar
é um cordel escrever.
Então leia estas histórias
pra você também saber.
FONTE: CONTOS
FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
RECONTO: 6ª
SÉRIES/2012
|
A MENTIROSA – 6ªC
Uma mulher mentirosa...
...homem que só trabalhava.
Uma mulher sentada
seu marido observava
aguardando a sua volta
ela só o enganava.
1
|
O casal tinha um mistério:
nada-nada ela comia!
Curioso ele ficava,
mas de nada ele sabia.
Quando a interrogava:
- Manjar do céu falaria!
2
|
Para a dúvida tirar
resolveu ele inventar
que viagem ia fazer
pra mulher poder flagrar.
Ela logo deu-lhe tchau
e mandou trazer manjar.
3
|
Ela chama a cozinheira:
fez com arrogância;
quis um prato de cuscuz
com bastante ignorância,
reclamando à cozinheira
comendo com impaciência!
4
|
A mulher só a pedir:
-Dê tudo p’reu merendar!
E a criada fez beijus
querendo aipim pra cear
foi... arrancou... preparou...
Comeu de se empanturrar!
5
|
No mesmo instante chove...
daí a pouco a chuva passa.
O homem seco entra em casa
a mulher comendo na taça.
Mas agora que ele chega
então a mulher disfarça.
6
|
Quis convencer o marido
que o manjar era do céu.
Mas ele outra coisa viu:
qu’ela come em escarcéu.
Nunca mais ela mentiu
sobre manjares do céu.
7
|
RECONTO DE NARRATIVAS POPULARES POR
MEIO DE CORDEL
Na nossa biblioteca
há muitos causos pra ler
e um jeito de contar
é um cordel escrever.
Então leia estas histórias
pra você também saber.
FONTE: CONTOS
FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
RECONTO: 6ª
SÉRIES/2012
|
O CAÇADOR E A ONÇA – 6ªB
No tempo em que o fazendeiro
por causa de uma onça
estava perdendo o gado...
ela era muito mansa;
tinha tudo que queria:
desejava encher a pança.
1
|
Mas desesperado diz:
- Uma onça muito má!
Ela é pintada e feia,
como gente sem parar!
Por causa da recompensa
tão querendo ela matar.
2
|
O rapaz de uma fazenda
foi fazer o tal serviço.
Tinha que pegar a onça,
Mas ficou muito arisco;
Como estava com fome
foi é procurar petisco.
3
|
Vi a onça e fui correndo
percebi e fui pra um lado
ela foi pra outro canto
ia fazer um picado
corri muito no caminho
tinha feito um pecado.
4
|
Todo dia aquela onça
sua sede ia acabar
e o rapaz bem de repente
bem na hora de atirar...
logo desapareceu.
- Erro... ela vai me matar!
5
|
Sentiu agarrar segurando
e então muito ele correu
com esse arrepio todo
e mesmo assim não morreu.
E então muito ele chorou
foi onça que o rendeu.
6
|
Olhando ele demorou
resolveu se levantar
foi então que percebeu
nada de onça no lugar,
ele tava era enrolado...
unha-de-gato a arranhar!
7
|

Nenhum comentário:
Postar um comentário