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segunda-feira, 24 de setembro de 2012







RECONTO DE NARRATIVAS POPULARES POR MEIO DE CORDEL

Na nossa biblioteca
há muitos causos pra ler
e um jeito de contar
é um cordel escrever.
Então leia estas histórias
pra você também saber.

FONTE: CONTOS FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
RECONTO: 6ª SÉRIES/2012



A NOIVA NA FONTE – 6ªG


Eram três moças na casa
procurando casamento.
A procura de um par
que ficou no pensamento.
Como vai ser amanhã?
Emoção ou um tormento?

1


Uma mulher bem bonita
foi buscar água na fonte
pensava no casamento
e foi no dia de ontem.
É que faltavam dois dias:
desmaiou perto da ponte.

2


A filha demorou muito;
a mãe foi logo atrás dela
encontrou ela perdida
como tampa sem panela.
A mãe foi logo falando:
- Cadê minha filha bela?

3


A filha disse pra mãe:
- Minha mãe, eu vou casar
e um nome pro meu filho
eu preciso arranjar.
Então se sentou na ponte
pra poder imaginar.

4


O marido esperou,
nada de a mulher voltar
resolveu ir atrás dela
achou olhando pro ar:
- Nossa filha vai casar
com o noivo no altar.

5


O noivo foi até a noiva
pra com ela conversar
encontrou ela na fonte
olhando o tempo passar.
Era o nome de seu filho
que ela estava a imaginar.

6


Dizendo que eles são doidos
foi que o noivo explodiu.
Disse que não vai casar;
foi que ela quase riu...
É noiva que não é noiva
porque o noivo já fugiu!

7

 

RECONTO DE NARRATIVAS POPULARES POR MEIO DE CORDEL

Na nossa biblioteca
há muitos causos pra ler
e um jeito de contar
é um cordel escrever.
Então leia estas histórias
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FONTE: CONTOS FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
RECONTO: 6ª SÉRIES/2012


O CAÇADOR E A ONÇA – 6ªH   


Ele disse: estou com a
criação toda arrasada.
Alguém, por favor, me ajude
Qu’eu não pude fazer nada.
Vão correndo pra pegar,
tragam a onça safada.

1

O homem ofereceu
um pacotão de dinheiro
para alguém que bem matasse
a onça pro fazendeiro.
E pegou muito dinheiro
para dar ao coveiro.

2

Um rapaz de uma fazenda
pertinho se ofereceu
para então matar a onça
que já os animais comeu.
Pra fazer este serviço
um dinheiro recebeu.

3

Todos os dias a onça
sua sede ia matar
e um caçador pensou
em sua rede jogar.
Para matá-la! Porém...
ficou com medo de errar.

4

A onça viu o estranho
e logo desconfiou
saiu correndo com medo
e no mato se enfiou
e aquela onça danada
nenhum bicho ela afanou.

5

O homem correu bastante
até quando percebeu
umas unhas a agarrar
em meio ao choro entendeu
que não tinha escapatória
disse então: “Que morra eu!”

 6

E uma rápida espiada
ele resolveu de dar
porque a onça demorasse
para então o devorar.
Viu-se num galho enroscado
Que vergonha ia passar!

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RECONTO DE NARRATIVAS POPULARES POR MEIO DE CORDEL

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RECONTO: 6ª SÉRIES/2012



A MENTIROSA – 6ªE


Um homem trabalhador,
uma mulher dedicada,
esperando seu marido
em um estrado sentada.
Enquanto ele trabalhava
ela não fazia nada.

1

Uma mulher muito gorda
parecia anjo do céu.
Mas o homem interrogava
sua resposta era cruel.
O marido sem comida;
pra ele nada de mel.

2

Ele disse “Vou viajar!”
Despediu-se da mulher.
Preparou a sua mala,
foi pra um lugar qualquer
e escondido lá no forno
viu ela com uma colher.

3

Uma mulher metidinha,
era muito da espertinha,
breve chamou a empregada:
- Venha logo, ô Chiquinha!
Um cuscuz faça pra mim;
para eu comer sozinha!

4

Pediu faça-me beijus,
a dona muito gulosa;
não ficando satisfeita...
- Vá empregada pra roça:
e me traga os aipins...
então ela encheu a pança.

5

Chega em casa o marido,
vê a chuva engrossar.
Mas a chuva já passou...
e a mulher pra disfarçar:
- Que marido mais sequinho!
Se colocou a falar.

6

A mulher comeu-comeu.
Marido comendo viu:
toda a pança ela encheu
e ele logo descobriu.
E a partir deste momento
Nunca mais ela mentiu!

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A MENTIROSA – 6ªC


Uma mulher mentirosa...
...homem que só trabalhava.
Uma mulher sentada
seu marido observava
aguardando a sua volta
ela só o enganava.

1

O casal tinha um mistério:
nada-nada ela comia!
Curioso ele ficava,
mas de nada ele sabia.
Quando a interrogava:
- Manjar do céu falaria!

2

Para a dúvida tirar
resolveu ele inventar
que viagem ia fazer
pra mulher poder flagrar.
Ela logo deu-lhe tchau
e mandou trazer manjar.

3

Ela chama a cozinheira:
fez com arrogância;
quis um prato de cuscuz
com bastante ignorância,
reclamando à cozinheira
comendo com impaciência!

4

A mulher só a pedir:
-Dê tudo p’reu merendar!
E a criada fez beijus
querendo aipim pra cear
foi... arrancou... preparou...
Comeu de se empanturrar!

5

No mesmo instante chove...
daí a pouco a chuva passa.
O homem seco entra em casa
a mulher comendo na taça.
Mas agora que ele chega
então a mulher disfarça.

6

Quis convencer o marido
que o manjar era do céu.
Mas ele outra coisa viu:
qu’ela come em escarcéu.
Nunca mais ela mentiu
sobre manjares do céu.

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FONTE: CONTOS FOLCLÓRICOS BRASILEIROS
RECONTO: 6ª SÉRIES/2012


O CAÇADOR E A ONÇA – 6ªB


No tempo em que o fazendeiro
por causa de uma onça
estava perdendo o gado...
ela era muito mansa;
tinha tudo que queria:
desejava encher a pança.

1

Mas desesperado diz:
- Uma onça muito má!
Ela é pintada e feia,
como gente sem parar!
Por causa da recompensa
tão querendo ela matar.

2

O rapaz de uma fazenda
foi fazer o tal serviço.
Tinha que pegar a onça,
Mas ficou muito arisco;
Como estava com fome
foi é procurar petisco.

3

Vi a onça e fui correndo
percebi e fui pra um lado
ela foi pra outro canto
ia fazer um picado
corri muito no caminho
tinha feito um pecado.

4

Todo dia aquela onça
sua sede ia acabar
e o rapaz bem de repente
bem na hora de atirar...
logo desapareceu.
- Erro... ela vai me matar!

5

Sentiu agarrar segurando
e então muito ele correu
com esse arrepio todo
e mesmo assim não morreu.
E então muito ele chorou
 foi onça que o rendeu.

6

Olhando ele demorou
resolveu se levantar
foi então que percebeu
nada de onça no lugar,
ele tava era enrolado...
unha-de-gato a arranhar!

7



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